Programa de Integridade – PASSO 1 – PLAN

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INTRODUÇÃO AO PROGRAMA DE INTEGRIDADE

Diante das incontáveis orientações e leis voltadas para a questão da Governança Corporativa (Programa de Integridade), sugerimos a adoção da ISO 19600 como norteadora para a sua implementação, posto que ela apresenta um blend de orientações resolutivas globais relacionadas com a conformidade e transparência nas organizações, restando apenas adaptar as orientações da ISO ao plano de negócios e riscos da organização.

Cumpre ressaltarmos que que a ISO se preocupou em tecer orientações modulares e flexíveis, que se harmonizam com qualquer modelo de negócio, sem prejuízos para os resultados objetivados, independendo da área de atuação, tamanho da empresa ou valor de faturamento. Em verdade a ISO 19600 apenas padroniza e consolida elementos de Governança Corporativa incorporados e exigidos por diversas organizações e países, inclusive levando em conta as divergências sociais e culturais de cada mercado, mas sempre resguardando a adoção das melhores práticas operacionais e gerenciais, focando suas orientações na construção de um Programa de Integridade com quadro robusto de implementação, composto por elementos basilares, gerais e usuais.

Em conformidade com outros sistemas gerenciais, o ISO 19600 sustenta as suas implementações através do ciclo PDCA, que nos conduz à adoção de ações em 4 (quatro) etapas de um procedimento cíclico e contínuo.

Abordaremos hoje a etapa que chamamos de “PASSO 1 – PLAN”.

PASSO 1 – PLAN

A primeira etapa (passo) do Plano de Integridade é voltada para o estudo e construção de um cenário “fixo” de trabalho, com escopo delimitado e estático.  Delimitamos o cenário porque os elementos coletados e desenhados constituirão um ambiente de análise e tratamento que só deverá ser revisto após a conclusão do ciclo PDCA, quando todas as ações planejadas já estarão em execução, ocasião na qual os resultados finais serão aferidos mediante comparação do cenário antigo com o novo cenário, desenho dos resultados e delimitação de um novo cenário para novas ações, sempre visando a otimização máxima dos processos e contingências.

Esclarecemos que a adoção de um cenário “atualizado”, com escopo flexível e volátil, impede a correta implementação de melhorias e controles, haja vista que toda a ação produz alguma reação em cadeia, sendo que determinado tratamento implementado no início de uma cadeia procedimental invariavelmente acarretará problemas ou falhas ao longo dessa cadeia, trazendo a impressão de que os problemas nunca são resolvidos. Por esta razão afirmamos que a implementação de ações deve acompanhar todo o fluxo organizacional, do início ao fim, e somente no término das melhorias poderemos comparar adequadamente os resultados coletados.

Para o desenho do cenário de tratamento, o PLAN (planejamento) do Programa de Integridade deve seguir a coleta de todas as informações essenciais e relevantes para o desenho/revisão do cenário e sua consequente implementação/melhoria, abordando fatores como: plano atualizado de negócios; missão, visão e valores da organização; obrigações atualizadas relativas as conformidades operacionais; obrigações atualizadas de conformidades legais; riscos inerentes a atividade empresarial e já tolerados; visão da diretoria e cúpula gerencial sobre a empresa e o que esperam do plano; desenho do cenário específico contemplando todos os fatores descritos e analisados; desenho/revisão do Programa de Integridade, com a delimitação de seus escopo de atuação e das medidas de ação.

O plano de ação deverá conter o passo-a-passo de toda a cronologia do programa, com a delimitação de datas, ações e áreas atendidas. Essa cronologia sofrerá alterações normais ao longo do programa, o que serão meras adequações diante das urgências operacionais da empresa e dos desvios provocados por fatos e situações imprevisíveis.  Contudo, a atualização da cronologia e o seu acompanhamento rígido são imprescindíveis para o andamento das ações e a produção do resultado final esperado.

Devemos frisar que a fase de planejamento é o start da mobilização da empresa para a apresentação do programa, o esclarecimento de dúvidas e sua aderência. Serão diversos os questionamentos e as dificuldades apresentadas pelos colaboradores e coordenadores, o que exige a preparação prévia da direção da empresa para o atendimento destas questões. Esse ambiente de desafios e dúvidas é perfeito para fomentar a aderência das pessoas ao programa, mas também pode ser o estopim para a desmotivação e sabotagens, o que demandará alto grau de atenção dos envolvidos, principalmente para a cobrança do cronograma e implementação das ações. Saber cobrar serão tão importante quanto saber desenhar o Programa, pois só assim a eficácia e eficiência estarão garantidas.   

Este é um resumo do PASSO 1 – PLAN do Programa de Integridade, lembrando que toda e qualquer empresa pode aderir, ressalvando apenas a necessidade de adequações estruturais ligadas a complexidade operacional da empresa, seu ramo de atividade, número de áreas e número de colaboradores. Estamos aqui para auxiliar nessa questão.

No próximo post traremos o PASSO 2 – DO abordando os pontos mais relevantes.

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